"Iodeto de Cobalto"
(Lembrança do Jaburu)
 

    Tarde quente, última aula, o anfiteatro de Química lotado pela Turma A e o Professor Crócomo , com aquele jeito peculiar e aquela voz de timbre soprano-contralto (existe?), falando sobre insondáveis manipulações da Química Orgânica. A maioria da classe entrando em estado alfa, alguns  sonhando com a cerveja gelada no Bar do Carraro, logo após as aulas.
    O professor já tinha literalmente preenchido o quadro negro com imensas fórmulas e discorria há quase meia hora sobre um tal de Coênzimo Um e seu irmão, o Coênzimo Dois. E essses dois elementos eram escritos pelo prof. Crócomo como "CoI" e "CoII".
    Lá pela metade da aula, aqueles que ainda não dormiam tinham entendido perfeitamente ao que o mestre se referia, pois ele tinha muito boa didática, quando, num arroubo de Ivo Bogdan, o  Aruthun Terzian candidamente levanta a mão e diz:
    "Professor, eu não entendi bem a função do Iodeto de Cobalto (CoI) nessa fórmula"
    A classe veio abaixo. Foi uma explosão de riso ouvido em todo o Pavilhão de Química. O Prof. Crócomo, furioso e gritando que assim não era possível, abandonou a classe, sem condições de continuar sua brilhante explicação sobre a emocionante atividade dos coênzimos.


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