(Das lembranças do Turiba)
"Zero de Topo"

    O Prof. Nico Peta ( que Deus o tenha) gostava, e já era quase tradição na cadeira de topografia, de ferrar um aluno na primeira prova . Eu fui o selecionado por ele para entregar a minha prova antes de encerrar o tempo, me prometendo um bem redondo zero, e sem direito a contestação. Quando ele apresentou as notas, na aula seguinte, disse que eu tinha tirado a nota 9.0 (nove), que era coisa rara também, e logo em seguida anunciou em alto e bom som perante toda a turma: "a sua nota é zero!!!"
    Inconformado fui falar com ele após a aula e ele me disse que se lembrava até de quem eu estava colando: e citou o nome do dito cujo. Só que esse colega tinha tirado 1.0 (hum). Daí foi aquela discussão, que me custou uma dependência no ano seguinte e quase bombei.
    Depois de uns quatro anos após a nossa formatura, encontro com ele na casa de calçados Marilú (no centro da cidade), e continuamos a discussão sobre esse fato e finalmente tive de concordar que dei uma olhadinha na prova do colega. No final tudo virou pizza.

 
"Dipeteeereeeque"

    Dentre os professores de sotaque nativo característico, sem dúvida o Prof. Moriconi ocupava o primeiro lugar. Nas aulas de Entomologia ele  recomendava o "Dipteeeeeereeeque" para matar moscas e outros insetos.
     Ele dizia que, se o inseticida não fizesse efeito em cinco minutos, era para usar o "carcanhar". A maioria dos colegas era de outras regiões e aí, para espicaçá-lo, alegavam não ter entendido. O engraçado é que pelo menos 10 (deiz) colegas faziam essa mesma pergunta e ele, em cada resposta, arrastava ainda mais o erre piracicabano do "Dipterex" (inseticida muito utilizado). 


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